As linfangites podem ser classificadas como primárias, quando o fator causal não é identificado, e secundárias, quando correlacionamos o quadro clínico a um agente causal identificável.
Informação sobre erisipela, causas, sintomas, diagnóstico e tratamento da erisipela, assim como formas de melhorar os sintomas desta doença.
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Fisiopatologia de linfangite e erisipela
O tecido reage visando destruir, diluir e bloquear o agente agressor, com alteração físico-química da estrutura tecidual no local. Essa alteração pode levar minutos, horas ou dias, e o quadro clínico varia de acordo com a virulência do agente agressor e da capacidade imunológica do paciente. Vasodilatação e exsudação de líquido e proteínas plasmáticas, com migração de leucócitos, levam ao edema, calor, rubor e dor no local. O tumor pode ocorrer pelo acumulo de material purulento, rico em leucócitos e restos celulares e a fase supurativa pode levar à necrose e proteólise celular, com liquefação e formação do pus, que se deve à corrosão causada nos tecidos pela luta do agente agressor com as células de defesa do organismo. Pode haver diminuição da perfusão pela compressão mecânica pelos exsudatos, aumentando a área de necrose, o que piora a inflamação, a dor e a decomposição tecidual. Alguns fatores predispõem e/ou agravam a doença, como condição socioeconômica precária, tabagismo, alcoolismo, diabete melito, neoplasias, imunodepressão, descompensação cardíaca, doenças veno-linfática e arterial, obesidade e fatores locais, que são as portas de entrada para o agente agressor, como micoses interdigitais, mal perfurante plantar, pequenos traumas e úlceras.
Profilaxia de linfangite e erisipela
A recorrência de linfangite e erisipela pode ocorrer em 10% dos pacientes em seis meses e até 30% em três anos, principalmente em portadores de imunodeficiências, idade avançada, déficit nutricional, diabete melito, neoplasias, alcoolismo, toxicômanos, gestação, estase venosa crônica, linfedema e na presença de micoses interdigitais não adequadamente tratadas. Os pacientes devem ser alertados e orientados quanto à profilaxia de novos surtos, já que as infecções de repetição favorecem a evolução para o linfedema e/ou agravamento do mesmo. A profilaxia é baseada na prevenção das infecções, mantendo a integridade da pele ao evitar microtraumas, no controle do edema pelo uso de contenção elástica/inelástica e deminuição da ortostase, no uso de antibioticoterapia sistêmica profilática (penicilina benzatina 1.200.000 U IM a cada 21 dias), cuidados gerais de higiene dos pés (mante-los secos, uso de antimicóticos, palmilhas,....) e indicando vacinas para aumentar a imunidade (Imunoparvum®, BCG, antiestreptocócica). As afecções de partes moles, que afetam o sistema linfático, devem ser cuidadosamente reconhecidas e tratadas, já que as suas complicações podem aumentar a morbimortalidade e causar seqüelas, com a piora da qualidade de vida do paciente.
Linfangite e erisipela
A agressão ao sistema linfático é comum, envolvendo diferentes agentes físicos, químicos e biológicos, sendo a manifestação clínica mais intensa quanto maior for o comprometimento primário e acentuado do mesmo. Dependendo da sua profundidade e local que atingem, bem como do agente agressor e do quadro clínico, tem diferentes denominações. A penetração de microorganismos em diferentes tecidos pode levar a infecções superficiais e profundas da pele, cuja gravidade vai depender da virulência do agente agressor e da defesa do hospedeiro, relacionada à sua imunidade.
As linfangites são quadros clínicos de agressão aos linfáticos tronculares superficiais e/ou profundos causados por diferentes agentes. São caracterizadas por hiperemia dos coletores linfáticos superficiais em direção aos linfonodos regionais e podem se apresentar com linfoadenomegalia dolorosa, refletindo o componente inflamatório e/ou infeccioso da doença, passando despercebidas quando comprometem os linfáticos profundos.
A erisipela é a mais freqüente das linfangites, com quadro clínico específico que reflete o acometimento de capilares linfáticos da derme (linfangite superficial difusa), geralmente exuberante, por Streptococcus beta-hemolíticos do grupo A e, mais raramente, por outras bactérias.
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