Informação sobre erisipela, causas, sintomas, diagnóstico e tratamento da erisipela, assim como formas de melhorar os sintomas desta doença.


Fisiopatologia de linfangite e erisipela

O tecido reage visando destruir, diluir e bloquear o agente agressor, com alteração físico-química da estrutura tecidual no local. Essa alteração pode levar minutos, horas ou dias, e o quadro clínico varia de acordo com a virulência do agente agressor e da capacidade imunológica do paciente. Vasodilatação e exsudação de líquido e proteínas plasmáticas, com migração de leucócitos, levam ao edema, calor, rubor e dor no local. O tumor pode ocorrer pelo acumulo de material purulento, rico em leucócitos e restos celulares e a fase supurativa pode levar à necrose e proteólise celular, com liquefação e formação do pus, que se deve à corrosão causada nos tecidos pela luta do agente agressor com as células de defesa do organismo. Pode haver diminuição da perfusão pela compressão mecânica pelos exsudatos, aumentando a área de necrose, o que piora a inflamação, a dor e a decomposição tecidual. Alguns fatores predispõem e/ou agravam a doença, como condição socioeconômica precária, tabagismo, alcoolismo, diabete melito, neoplasias, imunodepressão, descompensação cardíaca, doenças veno-linfática e arterial, obesidade e fatores locais, que são as portas de entrada para o agente agressor, como micoses interdigitais, mal perfurante plantar, pequenos traumas e úlceras.


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