Informação sobre erisipela, causas, sintomas, diagnóstico e tratamento da erisipela, assim como formas de melhorar os sintomas desta doença.


Mostrando postagens com marcador associadas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador associadas. Mostrar todas as postagens

Complicações associadas a erisipela

Com a instituição de terapêutica adequada a evolução de uma erisipela é geralmente favorável (80%), observando-se apirexia nas 48-72h após início da antibioterapia, seguida pela melhoria progressiva dos sinais locais (geralmente entre 4º e 6º dia) e resolução completa em duas semanas. Nas formas de erisipela bolhosa a evolução pode ser mais lenta, sendo necessário, em média, 20 dias para a completa re-epitelização ser atingida.
As complicações dividem-se em precoces, observadas à data do diagnóstico ou nos primeiros dias de hospitalização, e tardias, do tipo recidiva ou sequelas.
As complicações precoces são raras e a nível local destacam-se o abcesso e/ou necrose (3-12%), cujo reconhecimento é importante por requerer frequentemente tratamento cirúrgico, e a Trombose venosa profunda que, embora rara (2-7,8%), deve ser considerada quando a resposta à antibioterapia não for favorável. Entre as complicações de carácter geral são de referir a toxidermia (5%), a bacteriemia/septicemia (2%) e agravamento de doenças associadas (0,6%): alcoolismo, diabetes, insuficiência renal ou cardíaca.
A taxa de mortalidade é de 0,5% e, na grande maioria dos casos, resulta da descompensação irreversível de patologias crónicas apresentadas pelo doente.
As recidivas representam a complicação tardia mais frequente (25%), sendo responsáveis pela elevada taxa de morbilidade. Alguns estudos apontam a persistência do intertrigo interdigital, o linfedema crónico, a presença de agente que não o estreptococo do grupo A e a terapêutica antibiótica insuficiente como os factores responsáveis.