Informação sobre erisipela, causas, sintomas, diagnóstico e tratamento da erisipela, assim como formas de melhorar os sintomas desta doença.


Tratamento das complicações associadas a erisipela

As lesões podem ser predominantemente cutâneas ou atingir planos mais profundos, sendo o tratamento local, associado ao etiológico, indicado de acordo com a gravidade das lesões:

  • na lesão mínima, como pele com aspecto em “casca de laranja”, pode ser somente a observação;
  • já na pele com vesículas e flictenas com conteúdo citrino, sem lesão de tecidos mais profundos, podemos fazer a drenagem por punção, sem expor a pele subjacente;
  • quando há bolhas de conteúdo não transparente, com lesão subjacente, faz-se a drenagem e curativos diários com soro fisiológico e substancias desfibrinantes, dependendo do aspecto do tecido;
  • havendo pele com flutuação por coleção purulenta e úlceras infectadas, a extensão do desbridamento cirúrgico vai depender de cada caso, tendo-se o cuidado de retirar todos os tecidos desvitalizados, sem invadir os íntegros. A lavagem deve ser feita com solução fisiológica e anti-sépticos tópicos, podendo ser usados curativos biológicos e substancias desfibrinantes ou cicatrizantes nos curativos diários. Os desbridamentos devem ser realizados sempre que necessários quando houver evidencia de tecido desvitalizado. Após o controle da infecção e a granulação da ferida, enxertos de pele podem ser cogitados, para acelerar a alta do paciente. Foliculite, furúnculo e antraz podem ser inicialmente tratados clinicamente e drenados e desbridados se houver necessidade, bem como os abscessos. Os flegmões superficiais e profundos podem ser tratados por incisões únicas ou múltiplas, respeitando a anatomia ao desfazer os septos e abrir os espaços, para evitar retrações fibróticas cicatriciais. Detectando-se osteomielite pela clínica ou exames de imagem, além da drenagem das partes moles, é necessária a resseção óssea. Na hidroadenite supurada, retiram-se também as glândulas infectadas e necrosadas para evitar recidivas.
É importante a coleta de material para cultura e antibiograma por biópsia dos tecidos afetados, nos quais for indicado o desbridamento, para a correta identificação do agente etiológico, auxiliando no tratamento.
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